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quarta-feira, 17 de março de 2010

Descrição ou discrição....eis a questão!

"...Existem pessoas discretas certo?é claro que existem as indiscretas.E as pessoas discretaspossuem uma qualidade.Como se chama essa qualidade?DISCREÇÃO?Não.Pessoas discretas,com "e",agem com discrição,com "i",.é óbvio que isso também vale para indiscreto,com "e" da qual se faz indiscrição com"i":Não seja indiscreto mantenha
a discrição e nada de confundir isso com descrição, que é o ato
de descrever....(PASQUALE)"
No dia-a-dia,dificilmente vamos encontrar textos"puros!.Em um mesmo texto,podemos encontrar textos narrativos,descritivos ou dissertativos.

As descrições,em geral,aparecem dentro de textos narrativos ou dissertativos e podem ser:objetiva ou subjetiva





Na objetiva mostramos as nossas opiniões e impressões
pessoais,descrevemos o elemento da forma real que nos permite vê-lo.






Na SUBJETIVA Acabamos retratando o objeto de acordo com nosso ponto de vista.



Conforme os exemplos dado, elabore ,em folha de sulfite,duas descrições com fotos com no máx.15 linhas.(cada uma)






A DESCRIÇÃO DE AMBIENTES E PAISAGENS



Toda vez que nós quisermos descrever um lugar, devemos primeiramente apontar se esse local é fechado ou aberto. Caso seja um local fechado, nós o denominaremos ambiente; se, entretanto, for um lugar a céu aberto, chamaremos paisagem.
A paisagem, por sua vez, pode ser rural (campestre) ou urbana (vista que se tem de uma cidade). Cumpre, dessa forma, elaborar dois esquemas básicos: o da descrição de ambientes e o da descrição de paisagens.
A descrição de ambientes
Segundo nossa concepção, a descrição de ambientes obedeceria ao seguinte esquema:

Esquema de descrição de ambientes

1º Parágrafo Comentário de caráter geral. INTRODUÇÃO
2º Parágrafo Detalhes referentes à estrutura global do ambiente: paredes (janelas e portas), chão, teto, luminosidade e aroma (se houver). DESENVOLVIMENTO
3º Parágrafo Detalhes específicos em relação a objetos lá existentes: móvies, eletrodomésticos, quadros, esculturas ou quaisquer outros objetos.
4º Parágrafo Observações sobre a atmosfera que paira no ambiente. CONCLUSÃO
De acordo com as indicações deste esquema, é bom começar a descrição do ambiente escolhido com uma referência qualquer ao lugar como um todo. Uma possibilidade é localizá-lo mais precisamente: casa, museu, biblioteca, bairro, cidade, etc. Há, porém, inúmeras outras possibilidades de fazermos um comentário que não revele apenas um detalhe insignificante.
No início do Desenvolvimento, tratamos da estrutura do ambiente. Falamos de como são suas paredes (cor, estado de conservação, etc.), apontando a existência e a localização de janelas e portas. Comentamos, em seguida, as características do chão e do teto, fazendo também observações acerca de sua cor, material com o qual são construídos, estado de conservação e outros detalhes relevantes. Ao falarmos sobre a luminosidade, podemos mencionar, por exemplo, a presença de lustres luxuosos ou, dependendo do local, de uma certa escuridão decorrente da má iluminação. Ainda é possível fazer referência ao aroma de plantas lá existentes ou a outros menos agradáveis, como o do mofo. Tudo dependerá do tipo de ambiente que você estiver descrevendo.
No segundo parágrafo do Desenvolvimento entramos em pormenores. Escolhemos uma ordem (ou direção) para descrever os móveis, utensílios ou adornos do local. A ordem tanto pode ser da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, como também de trás para a frente, ou vice-versa, levando-se em conta a posição do observador e a disposição dos objetos.
Na Conclusão, terminamos por fazer um comentário de caráter geral, que pode ser, por exemplo, sobre a atmosfera do ambiente descrito (de luminosidade, cor e alegria, ou de desolação e tristeza), ressaltando a impressão que causa em quem dele se aproxima ou o freqüenta.

Veja agora um exemplo de descrição de ambiente, feito com o auxílio do esquema que acabamos de mostrar.

O lugar e o tempo



Ao entrar na sala daquele casarão antigo, tem-se, de início, uma desagradável sensação de abandono e de uma certa tristeza.
As paredes, já quase sem cor devido à ação do tempo, as duas janelas fechadas, com suas venezianas carcomidas, situadas na parede oposta à porta, também velha, davam a quem lá chegava a impressão de estar adentrando um museu abandonado. O chão já sem brilho e o teto no qual havia um lustre luxuoso, mas empoeirado e com poucas lâmpadas em funcionamento, confirmavam a impressão inicial. Sentia-se também no ar o odor dos tapetes embolorados.
Da porta, avistavam-se logo à frente alguns móveis em estilo colonial, muito antigos, mas belíssimos - verdadeiras raridades. No centro da sala, uma mesa de cor marrom sobre um tapete persa de rara beleza. Mais perto da porta, uma poltrona revestida por um tecido amarelo florido e, como os outros móveis, empoeirada. Nas paredes, quadros de paisagens e retratos daqueles que algum dia habitaram o que deveria ter sido uma casa esplendorosa.
Em toda a sala pairava uma atmosfera de desolação, de decadência, de envelhecimento, que causavam em quem a contemplava uma sensação de nostalgia.

OBSERVAÇÃO:
Lembre-se de que a pessoa que descreve pode ou não aparecer, em alguns momentos, em meio à descrição. Isso não ocorreu no exemplo acima. Entretanto, você pode fazê-lo, conforme sua vontade.


A descrição de paisagens
A descrição de paisagens, por sua vez, propicia a elaboração de um outro esquema. Tanto a paisagem urbana quanto a rural podem ser descritas através do esquema que mostraremos agora:

Esquema de descrição de paisagens

1º Parágrafo Comentário sobre a localização ou qualquer outra referência de caráter geral. INTRODUÇÃO
2º Parágrafo Observação do plano de fundo: explicação do que se vê ao longe. DESENVOLVIMENTO
3º Parágrafo Observação dos elementos mais próximos do observador: explicação detalhada dos elementos que compõem a paisagem, de acordo com determinada ordem.
4º Parágrafo Comentários de caráter geral, concluindo acerca da impressão que a paisagem causa em quem a contempla. CONCLUSÃO

Na Introdução, convém mencionar onde se localiza a paisagem que você está descrevendo: região, município, estado, etc., ou fazer qualquer referência de caráter geral.
No início do Desenvolvimento, no segundo parágrafo, você começa explicando o que vê ao longe, como está o céu (ensolarado, nublado, etc.) e o que se enxerga no plano de fundo (algumas montanhas, regiões de florestas, a zona periférica da cidade, etc.).
Ainda no Desenvolvimento, no terceiro parágrafo é hora de dizer o que você consegue avistar em um plano mais próximo. Em outras palavras, você descreverá os elementos que se encontram mais perto do observador, seguindo uma determinada ordem (da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda), de tal modo que fique claro para o leitor a posição em que eles se encontram.
Se preferir, nada o impede de escrever primeiro sobre os objetos que estão mais próximos do observador, para depois fazer referência ao plano de fundo. Dessa maneira, você inverteria a ordem dos dois parágrafos do Desenvolvimento.
Na Conclusão retorna-se novamente qualquer observação de caráter geral, isto é, algo relativo à paisagem como um todo. Procure falar sobre a impressão que a paisagem causa em quem a contempla, mencionando, por exemplo, se ela reflete grande beleza (uma fazenda repleta de rica vegetação, ar puro) ou provoca uma sensação desagradável (uma metrópole poluída, de aparência um tanto sombria). Lembre-se de que você pode fazer qualquer comentário, desde que não mencione um detalhe insignificante da paisagem que está descrevendo.

Leia agora dois exemplos de descrição:de paisagem urbana. As composições foram elaboradas com o auxílio do esquema de descrição de paisagens.

Sítio Alvorada: um recanto especial



Nas proximidades da cidade de Campo Limpo existe um pequeno sítio. Situa-se em um terreno inclinado e arborizado quase que em sua totalidade.
Olhando-se da casa construída bem no centro do sítio, vêem-se, até onde a vista alcança, outros pequenos sítios com as mesmas características e, bem ao fundo, algumas colinas cujo verde cintila pela ação dos poderosos raios de sol.
Em sua parte mais baixa, existe um milharal que se estende até a casa de paredes brancas e janelas enormes. Em frente à varanda há um jardim com flores variadas, que exalam perfumes agradáveis e suaves. Já ao lado da casa existe um poço e, subindo um pouco mais, avista-se um pomar repleto de árvores frutíferas, em especial mangueiras, além da horta, onde predominam certos tipos de vegetal. Em sua parte mais alta, não cultivada, há um pequeno gramado, onde as crianças costumam brincar e, de lá de cima, contemplar toda a região.
Estar ali, em meio ao pomar ou ao jardim, respirando aquele ar puro, com o leve aroma dos eucaliptos que circulam a região, traz a qualquer um que freqüente o local uma profunda sensação de paz. Lá reinam o silêncio e a harmonia entre o homem e a natureza.

Veja agora como podemos descrever uma paisagem urbana. Faremos o observador aparecer no texto em alguns momentos.



Um patrimônio de todos os paulistanos
Do alto do edifício em que trabalho avisto, todos os dias, uma das mais importantes avenidas da cidade de São Paulo.
Hoje, nesta manhã nublada, a poluição, mais do que nunca, domina o ambiente, e posso ver daqui de cima os grandes edifícios aparentemente cinzentos, mas imponentes e gigantescos, que se estendem por toda a avenida.
Do exato lugar em que me encontro, percebo, do outro lado da rua, o contraste criado por um enorme edifício, quase todo de vidro, de arquitetura arrojada, e uma casa antiga, do início do século, a qual certamente pertenceu a um "barão do café". Do lado direito da casa, um outro edifício, um pouco menor, que abriga vários escritórios dos quais entram e saem pessoas a cada instante.
Ao contemplar este panorama e a movimentação frenética das pessoas, que caminham apressadamente em todas as direções, tem-se o exemplo mais característico do . espírito empreendedor desta avenida - retrato autêntico do progresso, movido por todos que contribuem com sua energia produtiva